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Jogos políticos no cinema

Jogos_polticos_no_cinemaMauricio Goldstein

Jogos políticos fazem parte do nosso cotidiano, e muitas vezes nem nos apercebemos disto. Eles existem em nossas relações pessoais, em nossas transações comerciais, e até em nosso lazer.

Há poucas semanas, assisti ao filme “Amor sem escalas” no qual George Clooney representa Ryan Bigham, um profissional da CTC (Career Transition Company), empresa especializada em demissão de pessoas. Líderes, sem coragem para desligar os seus colaboradores, recorrem a esta empresa para fazer o “trabalho sujo”. Clooney convida os colaboradores que serão desligados a uma sala, tem um pacote pronto de documentos e um discurso já treinado para dar as más notícias e lidar com as emoções das pessoas.

Os principais jogos que identificamos no filme são jogados pelos líderes que contratam o serviço de Ryan:
• Sem Feedback Negativo - onde o líder não dá feedback ou más notícias a seus colaboradores. e
• Não é mais meu problema  - onde o líder, ao invés de lidar com uma situação difícil como a demissão de um colaborador, passa o problema para outra pessoa.

O próprio Ryan se apresenta no filme com a seguinte frase: “eu trabalho para outra companhia que me empresta para mariquinhas como o chefe do Steve, que não tem coragem de pôr na rua seus próprios colaboradores”.
Curiosamente, o trabalho de Clooney pode ser considerado como desagradável, repugnante ou até imoral, mas não se caracteriza num jogo,  já que é feito de forma transparente e sua intenção é clara (o jogo político tem sempre uma característica de manipulação oculta).

Na sequência, Natalie Keener (Anna Kendrick), uma jovem recém-saída de Cornell, aparece como a queridinha do presidente: ela vai introduzir um monitor on-line que será utilizado para demitir pessoas a distância pela internet, eliminando assim os custos de viagem. Natalie está jogando Carreira movida a barulho, onde um high-potential chega a uma nova posição e tem uma “grande ideia” que será trombeteada como radical (para uma mudança ampla e rápida) e bem-sucedida (quando avaliada num prazo bem curto), antes de o fracasso dessa grande ideia acabar por pegá-lo.
Mas neste caso, ela própria neutraliza o jogo: uma das pessoas demitida por Natalie se suicida, e isto gera o despertar emocional e racional do qual ela precisa para decidir parar de jogar e pedir demissão.

Vários filmes contêm inúmeros jogos políticos: Em o Diabo Veste Prada, Merryl Streep é uma executiva impiedosa do mundo da moda que submete Anne Hathaway a jogos como Marginalização (onde uma pessoa é exilada da equipe por “não se enquadrar”) e Deixe que adivinhem (onde as pessoas nunca sabem como o gerente estará pensando e por isso tornam-se extremamente cautelosas e até assustadas). Ou em Erin Brockovich, onde Julia Roberts também é marginalizada quando seu chefe no escritório de advocacia percebe que a causa que ela está defendendo tem um potencial enorme e ele resolve envolver advogados mais experientes, sem avisá-la. E a lista poderia continuar com Wall Street, Em Boa Companhia, O Advogado do Diabo, etc.

O cinema apenas nos mostra o que já sabemos: o jogo político é fato corriqueiro na vida real. E apenas tomando consciência e despertando para este fato (e para os jogos políticos nos quais estamos engajados), é que será possível transformar o mundo corporativo num local melhor para todos nós.

 

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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