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Games in the Matrix

Games_in_the_MatrixRicardo é, desde o início do ano, o novo presidente no Brasil da Consumer Corporation, uma empresa de bens de consumo. Quando contratado, seu chefe lhe disse que ele tinha uma missão importante: desburocratizar a empresa. Jorge, o CFO da organização no Brasil, não concorda que a empresa esteja burocrática e tem feito apenas simplificações insignificantes nos processos que ele gerencia, uma forma de "Participação de faz-de-conta". Obviamente, Jorge não conversa abertamente com Ricardo sobre sua opinião, e sempre tem uma boa desculpa para os processos que continuam burocráticos!


Para complicar ainda mais, a Consumer alterou sua organização global em 2009 para aumentar o foco dos presidentes de país no mercado local e para garantir que as funções de suporte tivessem autonomia e isenção para operar, fazendo com que Jorge, o CFO do Brasil, reportasse agora diretamente a Gonzalez, CFO da América Latina e um antigo amigo seu, e não mais ao Ricardo. Isto faz com que Ricardo tenha que negociar qualquer consequência para Jorge com relação a sua atitude com Gonzalez. Ricardo começa então a jogar e "Copiar" todos os e-mails que envia a Jorge para Gonzalez, no intuito de minar a sua credibilidade... E,em todas as apresentações de Jorge que assiste, joga o "Te peguei!", buscando qualquer erro que possa encontrar.
 
Já na Automotors company, Ingrid, diretora de uma unidade de negócios de carros populares na Alemanha, tem 4 chefes: o presidente da Automotors no país, o VP da unidade de carros populares na Europa, a VP global de carros econômicos (uma sub-categoria dos carros populares) e o VP global de novos negócios, uma vez que a Alemanha é o mercado teste para uma nova abordagem. Ingrid, sabendo que várias pessoas vão opinar sobre o seu budget, criou algumas "Reservas Secretas" para evitar cortes que impeçam que ela faça alguns investimentos que ela considera importantes para a sua linha de produtos. Por ter maior afinidade com a VP global de carros econômicos, ela faz também vários "Pré-acordos" com ela, que a defende nas principais negociações internas.
 
Este são apenas alguns exemplos da complexidade que existe nas organizações matriciais nos dias de hoje, o que aumenta as tensões e consequentemente cria ambientes favoráveis aos jogos políticos.
 
Será que algo pode ser feito para minimizar estes jogos e tornar as organizações um lugar melhor para se trabalhar, um local onde temos relações abertas e significativas que criam valor para todos? Sabemos que com a globalização dos negócios, grande parte da complexidade estrutural é inevitável, já que vários diferentes interesses estão presentes. E a questão é como equilibrar todos estes interesses? Ou melhor, quais deveriam ser os critérios para se tomar uma decisão, levando em conta estes diferentes interesses?
 
Muitos dos conflitos que vejo nas organizações locais refletem uma falta de alinhamento de direção e/ou prioridades nas instâncias superiores. Por exemplo, se no exemplo inicial Ricardo e Gonzalez tivessem um diálogo aberto sobre suas prioridades para a função financeira no Brasil, isto neutralizaria vários dos jogos políticos que estavam sendo jogados.
 
Em última instância, todos os colaboradores da organização reportam ao CEO, o principal patrocinador de qualquer mudança importante. E assim, se o CEO puder oferecer clareza de prioridades e de critérios de tomada de decisão, ao mesmo tempo que constrói uma cultura de diálogo mesclado com a disciplina da execução, isto vai evitar muitas zonas cinzentas e tensões desnecessárias nos níveis intermediários da organização.
 
Na outra ponta, está o cliente, o mercado, ou, como me disse há pouco o diretor-geral de uma empresa farmacêutica, "o mundo real externo". E os clientes não estão interessados nos jogos políticos que existem no interior das empresas, apenas no valor que elas agregam através de seus produtos e serviços. E assim um bom critério para a tomada de decisão pode ser lembrar cada colaborador a serviço de quem estamos trabalhando, se a serviço de um chefe ou a serviço do mercado.
 
E se eu eu estiver no meio da organização, como lido com este desafio? O que já vi funcionar bem é recorrer às duas pontas: se houver mensagens conflituosas que você recebe, procure aclará-las e crie espaços de diálogo onde você e os seus superiores possam acordar prioridades; ao mesmo tempo, lembre a todos que "estamos aqui para servir ao cliente" e pergunte qual atitude ou decisão terão o maior impacto no valor que podemos agregar. Enfim, evite entrar em jogos políticos você mesmo. Faça uma escolha diferente! Sei que esta nova escolha pode gerar receios e medos e, por isto, exige coragem. E esta coragem surje quando nos conectamos com um ideal: tornar o mundo corporativo um lugar melhor para nós e para os nossos filhos!

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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