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BlogJogos políticos em Supply Chain Management

Jogos políticos em Supply Chain Management

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Omar é um executivo experiente com muita experiência em Supply chain. Ele foi presidente de consultoria e hoje é sócio da Vista Consulting. O Mauricio conversou brevemente com ele sobre sua experiência com Jogos Políticos em Supply Chain.

Mauricio: Eu queria que você me contasse um pouco, já que você tem muita experiência em Supply Chain, que tipo de jogos você já viu em Supply Chain especificamente, e de onde eles vêm.

Omar: A natureza do executivo da função Supply Chain é gerenciar objetivos conflitantes. O executivo de Supply Chain é o mediador na cadeia de valor da operação. Assim, ele está no meio de um diretor de produção, de um gerente industrial que precisa aumentar a sua produtividade ao máximo com um item, por exemplo. Ou seja, se ele produzir um item só e não parar a linha de produção, ele atingiu as metas de produtividade dele. 

Mauricio: Onde começa e onde termina o Jogo?

Omar: O jogo começa quando o executivo funcional, comercial, industrial quer trazer sua agenda pessoal mais forte que a agenda da empresa: “Olha o mais importante é manter os custos de produção baixos, minha meta de desempenho tá associada a produtividade, não vou mudar, fazer o mix de produtos que o comercial quer”.  Então começa um jogo de interesse, quem grita mais, leva mais. Esse é um dos jogos muito fortes.
Um outro jogo que vejo é principalmente na gestão de inventários. Eu vi numa empresa de alimentos, o gerente do Sul falava: “Eu preciso da pizza aqui...”  (pizza é um exemplo genérico, não vou comentar o nome da empresa...) “Eu preciso de pizza aqui porque eu vou vender muito”. E ele enche o estoque dele de pizza e empurra preços com descontos porque ele está sobre-estocado, e empurra para o mercado. Enquanto que eventualmente, um gerente do Nordeste, que não gritou tanto, poderia ter vendido sem desconto e não vendeu por falta de estoque...
Então começa também um jogo de poder, de ser amigo do chefe, de trazer a agenda dele: “Não, mas eu já falei com o presidente, ele disse para mandar para cá...”. Então de novo a função do Supply Chain acaba na berlinda dentro desses jogos.

Mauricio: Interessante porque são vários jogos sendo compostos. Tem que falar com o chefe, ao mesmo tempo tem uma reserva secreta de “pizzas”. Então você tem vários jogos se compondo. Muito interessante.
Você tem ideias de soluções para diminuir estes jogos?

Omar: Maurício, o que catalisa mais esse jogo, é você não ter um sistema de indicadores de desempenho adequado. Você tem um indicador que prevalece  o indivíduo e a função e não o processo; então o executivo de Supply Chain tem que ser um herói para equalizar, ele tem que usar muita persuasão.
Se você tem um gestor que crie um indicador de processo você reduz esse jogo de uma forma tangível. Além disto, a posição hierárquica do executivo de Supply Chain deve ser no mínimo igual ao de seus pares de área funcionais e, preferencialmente, reportar diretamente ao CEO da companhia.

Mauricio: Excelente! Muito bom! Obrigado!

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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