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Jornal do Commercio Brasil

Política improdutiva

Chico Barbosa

Setembro 25, 2009

Jornal_do_Commercio_RJAmbiente - Jogos Políticos nas Empresas desviam o foco do cliente para o colega do lado. Especialidta explica como escapar deles em obra recém - lançada

Todo mundo conhece um colega de trabalho que sabe tudo sobre a vida de todos e tece comentários negativos sobre os outros funcionários da empresa, especialmente sobre algum desafeto. Essas pessoas, em vez de confrontar diretamente seus adversários, usam o boato como arma para ganhar vantagem política dentro da empresa e minar a confiança daqueles com quem não simpatiza. 
Jogos políticos são realidades em empresas de todo o mundo e, quando praticados em excesso, tornam o ambiente corporativo inóspito para a proatividade de funcionários. Com o acirramento da competitividade nas companhias e o aumento na cobrança por resultados, o estresse e a ansiedade afloram. O prejuízo para a produtividade é inevitável.

Energia desviada.
O especialista organizacional Maurício Goldstein, fundador da Pulsus Consulting Group, afirma que os jogos políticos ajudam a desviar a energia dos funcionários do mercado e dos clientes para o ambiente interno. Para ele, muitas vezes as pessoas não sabem que estão fazendo parte do jogo, outras vezes não se importam e os que não querem fazer parte não sabem como se comportar. Com isso em mente, Goldstein escreveu, com o executivo de Recursos Humanos Philip Read, o livro Jogos Políticos nas Empresas: Como Compreender e Transformar Relações e Organizações. A publicação explicita os tipos de jogos que mais ocorrem e oferece sugestões de como evitá-los.
"O interesse do tema surgiu quando eu era executivo em uma grande empresa e, analisando o ambiente interno dela, percebi que havia muita energia desperdiçada com esses jogos. Quis então mostrar como transformar as organizações em lugares mais plenos, produtivos e criativos, e os indivíduos, mais felizes", diz Goldstein, apontando que a tirinha de quadrinhos Dilbert exemplifica com perfeição o ambiente corporativo nocivo. Para escrever o livro, ele e Read reviram as próprias experiência em empresas multinacionais e ouviram executivos globais do Brasil, Holanda, Suíça e Estados Unidos, entre outros. Muitas histórias foram para o livro, mas os nomes foram retirados. "Um CEO se recusou a falar sobre o assunto. Em alguns meios existe uma certa relutância em aceitar que esse tipo de situação acontece", afirma Goldstein.

Lutas internas.
"Muitas pessoas trabalham sob uma grande carga de estresse. Não é raro uma pessoa cuidar de uma tarefa de extrema tensão, preocupar-se com a segurança no emprego devido a boatos de downsizing e lutar com membros da equipe. As tarefas de grande tensão e os desafios de diversidade cultural são interessantes e, ao mesmo tempo, estressantes. O ponto que nos interessa é que, quando existe pressão, as pessoas quase sempre recorrem aos jogos", escrevem os autores no livro.
O fundador e copresidente do Conselho de Administração da Natura, Luiz Seabra, escreve no prefácio que "com esse tipo de clima organizacional temos sempre mente e corações burocráticos, gerando situações em que todos se apequenam. Tornam-se assim mais estreitas e curtas as estradas potenciais, tanto para a vida das empresas, quanto para a vida de seus líderes".

ReAprendendo a jogar -Cinco princípios para se ter em mente
- Jogar é humano. O objetivo deve ser baixar o número e a frequência dos jogos, e não eliminá-los; alguns jogos permanecerão na empresa para sempre.
- Os jogos florescem em tempos de alta ansiedade. As empresas precisam da ansiedade como combustível para o desempenho, mas, em uma empresa consciente da existência dos jogos, a ansiedade e o estresse são canalizados para comportamentos produtivos e não manipuladores.
- Os jogos de sua empresa não podem ser comparados com os de outra companhia. Cada organização apresenta uma determinada gama de jogos.
- Minimizar os jogos é tarefa que começa em casa. Quer trabalhe na sala de diretoria ou na portaria, você está inclinado a jogar. Tão logo negue que joga ou facilita os jogos, terá limitadas suas opções de lidar com eles. O reconhecimento dessa tendência é requisito. Só então haverá condição de lidar com os jogos alheios.
- O diálogo é o antídoto natural contra os jogos. Não entre em um curso de "jogocídio" quer dizer, não crie programas e políticas para punir a prática dos jogos. Isso só servirá para criar mais jogos. Falar com honestidade e sinceridade é a atitude que desencoraja o jogo.
Fonte: o livro Jogos Políticos nas Empresas

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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