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Mídia & ResenhasMídiaABRH - Associação Brasileira de recursos humanos

ABRH - Associação Brasileira de recursos humanos

ABRHAgosto de 2010

Enviar o e-mail com cópia para o chefe do destinatário, boicotar o colega de equipe, superestimar orçamentos. Levante a mão quem nunca testemunhou – ou participou de – um jogo político no ambiente de trabalho. Em nome de mais poder, de uma promoção, de um budget maior ou de outra vantagem, profissionais lançam mão de táticas manipulatórias, mas muitas vezes sutis, para alcançar seus objetivos.

A insegurança e a ansiedade, diz o consultor Maurício Goldstein, sócio-diretor da Pulsus Consulting Group, são a essência desses jogos e podem ser decorrentes da combinação de forças externas e das características pessoais – como, por exemplo, a pressão dos acionistas por resultados ou mesmo os ambientes cada vez mais virtuais e impessoais, nos quais os profissionais conhecem pouco com quem se relacionam no trabalho. “Quando é motivada pela organização, você encontra muitas pessoas compartilhando a mesma insegurança, porque ali está instalado um ambiente de medo”, explica Goldstein.

Pode ser até uma questão de sobrevivência, mas o preço desse tipo de jogo é bastante alto para todos – pessoas e empresas. Colaboradores com baixo moral, bloqueio para o aprendizado e temor de assumir riscos são algumas das consequências, que, por sua vez, impactam diretamente na produtividade da organização. Isso sem falar que os jogos políticos fazem as pessoas gastar com intrigas internas o tempo que deveriam dedicar ao consumidor.

Outro efeito é provocar viés em decisões importantes. “Isso acontece, por exemplo, no jogo Mate o Mensageiro, no qual o líder, ao receber uma má notícia, a atribui ao seu portador. Com o passar do tempo, todos vão parar de dar más notícias a ele, o que é claramente prejudicial aos negócios”, alerta Goldstein. Do ponto de vista individual, ele afirma que existe a opção de as pessoas optarem por não participar do jogo. Para tanto, há que se ter a coragem de propor uma conversa aberta e transparente, a antítese do jogo político.

Escrito por Goldstein em parceria com o executivo de RH Philip Read, o livro Jogos Políticos nas Empresas (Editora Campus) identifica mais de 50 tipos de jogos em três categorias – interpessoais (horizontais), de liderança (líder para liderado) e de orçamento –, número que vem crescendo mês a mês, com a colaboração de pessoas que relatam suas histórias no site criado pelos autores (www.jogospoliticos.com.br). Eliminá-los das organizações é praticamente impossível, mas a área de RH pode ajudar a reduzi-los. “Em primeiro lugar, é importante que RH olhe para o seu próprio umbigo e veja se está fomentando jogos políticos ou participando deles, seja como protagonista ou como coadjuvante; em segundo, no papel de coach, deve aconselhar a liderança a não criar novos jogos e reduzir os que já existem; o terceiro papel é o de facilitador do diálogo transparente entre as pessoas da organização; e, por fim, RH deve simplificar processos de gestão de pessoas que de alguma forma incentivem o jogo político”, finaliza Goldstein.

* No dia 17 de agosto, Maurício Goldstein vai participar do CONARH 2010 – 36º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece no Transamerica Expo Center, em São Paulo, para aprofundar a gestão de pessoas e o papel do profissional de RH diante dos perigos dos jogos políticos nas organizações.

O evento, programado para o período de 17 a 20 de agosto, reúne o congresso e a EXPO ABRH, que, juntos, contabilizam cerca de 150 atividades focadas na área de gestão de pessoas.

Clique aqui para ler o artigo inteiro no abrhpb.com.br

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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